Na tarde de sábado que passou, eu liguei a TV e fiquei zapeando enquanto Law and Order (hello Jack McCoy) não começava.
Parei no programa do Luciano Huck que estava entrevistando o Will Smith e Josh Brolin, que estavam promovendo MIB III.
Em dado momento, Luciano chamou alguns jovens brasileiros para fazerem perguntas aos atores, acho que os jovens tinham nomes de famosos, como Madonna, Tom Cruise e Brad Pitt e ele deve ter achado que só isso já seria hilário, só que não.
Além do fato de todos os jovens só se dirigiram ao Will e ignoraram o outro ator, eles só fizeram perguntas desinteressantes e nem tocaram no fato dele ter sido durante tanto tempo o Fresh Prince of Bel-Air, ou como ficou conhecida por aqui: Um Maluco no Pedaço. Não lembraram/sabiam ou descartaram porque o seriado passava em outra emissora?
Uma das garotas disse que queria ser jornalista, puxa vida, devia ter aproveitado a chance e ter se informado sobre o entrevistado.
Mas olha que legal nessa entrevista, toda a platéia cantando junto a música de abertura. E o Will ainda diz que no mundo inteiro todos lembravam do Fresh Prince, menos no Brasil da Rede Bobo.
Quem não se lembra do tio Phil e tia Vivian? E do Carlton?
25 maio 2012Dorgas manolo!
24 maio 2012O que será que os roteiristas de Hora da Aventura e Doctor Who tomam?
Não sei se vocês assistem, mas são as coisas mais non-sense que já vi. E olha que adoro Douglas Adams e Terry Pratchett, logo, deveria estar acostumada a coisas que não fazem sentido.
Se nunca viram nenhum dos dois, vão correndo, são as coisas mais legais na TV ultimamente. Hora da Aventura no Cartoon Network e Doctor Who na Cultura.

The curious case of me
7 maio 2012Aos 35 anos percebi que estou Benjamin-Buttoneando.
Há 15-20 anos atrás eu era adulta, hoje em dia eu sou uma adolescente gordinha, com espinhas e que usa aparelho ortodôntico.
Eu usava salto alto e maquiagem, agora não abro mão do meu par de tênis e os únicos cosméticos que tenho na bolsa, digo, mochila, são hidratante e protetor labial.
Antes eu tinha vida social noturna e apesar de não tomar porres, bebia bastante, hoje eu prefiro passar a tarde jogando RPG ou Banco Imobiliário em casa com os amigos e às 22:00 já estar de pijama tomando chocolate quente.
Eu assisto desenhos animados e leio livros infanto-juvenis.
Só espero que em 15-20 anos eu não esteja usando fraldas.
Leituras
4 maio 2012Enquanto o quinto volume de A Song of Ice and Fire ainda não está disponível em paperback na Amazon vou lendo alguns livros que tenho em casa e estavam aguardando uma oportunidade. Eu ia começar com Eragon, o primeiro da Trilogia da Herança, mas passei na frente Angústia do Graciliano Ramos.
Gente o que é esse livro? Recentemente reli Vidas Secas, São Bernardo e Infância, está na lista de espera Memórias do Cárcere, mas agora preciso urgente adquirir Caetés.
Angústia é exatamente o que você sente ao ler a história de Luís da Silva. Lembrei bastante de Crime e Castigo, pelo sofrimento interno do personagem, as divagações, a febre, uma quase/semi loucura e lembrei também de James Joyce (embora não tenha conseguido terminar de ler Ulisses) pelo jorro de pensamentos que às vezes confunde tanto que não sabia se algo estava realmente acontecendo ou era apenas na cabeça do personagem.
Estava precisando de algo bom assim depois de ter encarado “O Jogador Número Um” de Ernest Cline.
Em paralelo estou lendo Cântigo de Sangue da Anne Rice. Eu sei que disse que não leria mais nada dela, mas era o último livro das Crônicas Vampirescas e já estava comprado há tempos. Aparentemente na Wikipédia diz que a série Cristo Senhor ainda vai continuar, se sim, então vou continuar a comprar os livros dela, mas vou passar longe da Songs of Seraphim, Tempos dos Anjos me traumatizou.
Enquanto isso fico no aguardo de A Dance with Dragons (com previsão para agosto) e do décimo segundo livro de A Sookie Stackhouse Novel, e torcendo para que Bernard Cornwell lance mais um das Crônicas Saxônicas.
E ainda tem gente que não gosta de ler!
Inércia é meu segundo nome
18 abril 2012Eu preciso fazer alguma atividade física, mas como eu posso trocar minha casa com marido, cama quentinha, gatos fofinhos, comidinhas, TV e internet por uma academia com aparelhos de tortura e cheiro duvidoso? Tá difícil.
3 mitos que brasileiros adoram acreditar
23 fevereiro 2012Para os papagaios de plantão que só sabem repetir frases feitas sem nem ao menos refletir sobre elas:
1) O Brasil não é o país com maior número de feriados. Pare de repetir essa ladainha que remete à época da colonização, quando os portugueses achavam que os índios eram preguiçosos. Trabalhamos bastante, nossa carga horária é uma das maiores do mundo, sem contar o tempo de deslocamento, que nos grandes centros urbanos rouba várias horas do dia.
As férias mais longas (dias úteis)
1- Reino Unido – 28
2- Polônia – 26
3- Áustria, Bolívia, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Luxemburgo, Suécia – 25
4- Malta, Venezuela – 24
5- Hungria – 23
6- Brasil – 22
Número de feriados
1- Colômbia – 18
2- Líbano, Índia, Tailândia – 16
3- Chipre, Japão, Eslováquia, Coreia do Sul, Filipinas – 15
4- Malta, Espanha, Marrocos, Chile, Indonésia – 14
5- Áustria, Portugal, Croácia, Lituânia, Eslovênia, Taiwan – 13
6- Turquia – 13,5
7- Bolívia, Grécia, Venezuela, Peru, Argentina, República Tcheca, Letônia, Rússia, África do Sul, Hong Kong – 12
8- Polônia, França, Suécia, Brasil, Itália, Nova Zelândia, Paquistão, Cingapura, China – 11
Fonte: Mercer Consultoria
2) Também não somos os que mais pagamos impostos. Apenas não temos retorno do valor. Roubamos, sonegamos e corrompemos o sistema todo, sem investir e utilizar corretamente esse dinheiro.
Sim, pagamos mais que EUA, mas países como Itália, França, Suécia e outros pagam muito mais impostos que a gente.
O importante nesse assunto de imposto não é esbravejar sobre o quanto pagamos, mas exigir a prestação de contas do que pagamos, porque ai sim, podemos sair da vergonhosa situação de país com pior retorno da carga tributária.
Vamos parar de cair na conversinha de empresário/político inescrupuloso que sonega imposto e diz que isso é forma de protesto.
Fonte: IBPT
3) Nossas leis trabalhistas não são absurdas. Presta atenção, não é papinho de comunistinha sindicalizado não. Quando alguém diz que as leis trabalhistas prejudicam tanto o empregado quanto o empregador está mentindo descaradamente. Pergunta exatamente em quê está prejudicando o trabalhador? Ah, vai falar que com menos impostos pagaria um salário melhor ou contrataria mais funcionários. Você acredita nisso? E no Papai Noel? Se mesmo com a CLT ainda estamos lutando contra empresas que escravizam pessoas, imagine sem? Lembre-se que somos capitalistas, se você não quiser trabalhar por uma mixaria e sem direitos alguns, tem sempre um miserável que vai topar o trabalho pela metade do valor.
Mais uma vez caimos no problema da destinação dos impostos, o (bom) uso deles é que deveria ser o nosso foco.
Vou te contar um segredo: Pensar e agir como um senhor escravocrata de séculos passados não é revolucionário, já fizeram isso antes de você. Mas hoje você tem uma ferramenta que eles não tinham naquela época: informação. Seja uma pessoa de idéias próprias. Seja um livre pensador.
Flerte com o tucanato
7 fevereiro 2012A gente enche a boca pra falar que não tem preconceitos mas na verdade temos vários, escondinhos lá no cantinho escuro do cérebro, só esperando a oportunidade certa para dar as caras.
Porque quando somos atingidos e desrespeitados, quando temos nossos direitos violados por uma pessoa ou um grupo de pessoas que tem determinada característica, apontamos o dedo e generalizamos.
E olha, é muito triste perceber o meu preconceito nessas situações, porque o racional fica de lado quando me sinto atacada e injustiçada, é um exercício tremendo parar, pensar e separar as coisas. Nessas horas fico perigosamente próxima aos meus conterrâneos paulistas de direita, cujo comportamento eu abomino. Então fico me sentindo péssima duplamente, primeiro por ter um direito meu sendo ignorado e desprezado (e sem um motivo justo, apenas por incivilidade e total incapacidade de algumas pessoas em respeitar as normas da sociedade ou ter um pouco de empatia) e segundo por essa situação despertar sentimentos que eu me empenho em lutar contra.
Foi decepcionante como rapidamente eu separei as coisas em eu e eles. O inferno são os outros.
Em busca de um lugarzinho pra chamar de meu
23 janeiro 2012Estava comentando com algumas pessoas sobre a minha saga na busca de um lugar de fácil acesso onde eu possa ficar uma ou duas horas estudando ou lendo sem ser incomodada e sem incomodar ninguém.
Em casa não tem jeito, eu não me concentro lá, tem TV, internet, os gatos, coisas pra limpar e o pior de tudo: tem a cama me chamando insistentemente. Além disso, é bom sair de casa e ver um pouco de movimento.
Na empresa, não dá pra ficar também. Soldado no quartel quer serviço.
Aqui pertinho de onde eu trabalho tem uma biblioteca, e seria o ideal, mas só fica aberta até as 17:00, ou seja, nem se eu quisesse pegar um livro emprestado eu conseguiria.
Tem uma cafeteria até que bacana, mas fecha às 18:30 e em 15 minutos já vem a mocinha perguntar se pode retirar a xícara de café ou se eu vou querer mais alguma coisa. Entendo que ela queira que eu vá embora para que ela possa fechar o estabelecimento e ir pra casa descansar.
Essa situação me faz lembrar a dos espaços públicos e de como não somos bem recebidos nesses lugares, porque brasileiro, esse povinho moreno, não sabe se comportar.
Quem já não teve um segurança te seguindo num museu ou exposição? Como se roubar um Picasso, colocar na mochila e sair correndo fosse fácil, né? E segurança de parque que não te deixa deitar nos bancos? E bancos de praças (mal conservadas) destruídos para que ninguém (leia-se: mendigos) sente? E o metrô, obras gigantescas com espaços livres, meia dúzia de bancos na plataforma, piano avonts para quem quiser tocar mas a proibição de sentar em qualquer local. Tudo isso somente para a nossa segurança, afinal não queremos nos misturar a esse tipo de gente feia que ocupa o espaço público.
Resumindo, por enquanto vou ter que ir pra casa mesmo porque essa cidade gigantesca não ofere espaços públicos confortáveis, seguros e em horário não comercial.
Respeite a minha profissão, porque se fosse fácil você mesmo faria
17 janeiro 2012Trabalhar com prestação de serviços não é fácil. Com TI então, nem se fala.
Não sei dizer se é só aqui no Brasil ou em outros países também, mas o problema é que queremos ser bem atendidos mas não valorizamos quem nos presta esse atendimento, somos mal educados e ainda queremos pagar pouco, se possível não pagar nada.
Na minha área, TI, eu não sei como mudar essa visão que as pessoas têm, de que tudo é fácil e rápido e não custa nada.
Se um médico disser que não tem como cuidar do coração infartado da pessoa porque é especializado em dermatologia, a pessoa pede desculpas pelo engano e vai procurar um médico especializado em cardiologia. O dermatologista é menos médico que o cardiologista? Não, mas não serve pra cuidar do coração.
Da mesma forma, me pergunte sobre algoritimos mas não queira que eu saiba o porquê da sua impressora não funcionar. Claro que eu sei alguma coisa sobre hardware ou redes, mas não é minha especialidade.
Se você respeita um médico e suas especialidades, por que não um profissional de outra área que também é segmentada em especializações?
Eu ainda dou o benefício de achar que a pessoa não sabe disso e explico que conheço apenas uma área e que existem outras que eu não sei nada e não posso ajudar, mas ela não quer nem saber, acha que é má vontade e que eu estou escondendo informação.
Antes eu até ficava mal por não ter podido ajudar no problema e por a pessoa achar que eu sou mesquinha ou preguiçosa, mas agora eu sinto apenas um grande desânimo.
Pontuação: use!
15 dezembro 2011Eu sei que para não ser preconceituosa linguisticamente basta ignorar os erros de ortografia e gramática e prestar atenção na mensagem que está sendo passada. Então, pessoas da internet em geral, antes de escrever um comentário, um email ou um post, pense em pelo menos usar pontuação para facilitar. Porque sério, está cada vez mais difícil, o esforço que se tem que fazer para entender a idéia nos faz desistir da leitura.
Escrito por Ashen Lady 
