Eu sempre ficava intrigada quando eu ia ao banheiro e invariavelmente eu tinha que repor o papel higiênico. Fosse o da empresa ou qualquer um dos dois da minha casa, era sempre na minha vez que o papel acabava. Eu dizia a mim mesma que se eu acreditasse em vidas passadas com toda certeza eu havia sido a tia do banheiro, mas como eu não acredito nisso procurei uma justificativa mais lógica. Comecei a perceber que não era o papel que acabava justo comigo, na verdade o papel já tinha acabado com quem usou antes, mas a pessoa foi tão preguiçosa (e isso inclui o pessoal de casa) que manteve aquele restinho de papel, o que fica grudado no rolo só para não ter o trabalho de colocar um rolo novo.
Agora, mesmo achando um absurdo ter que fazer isso, e confesso, ficando envergonhada, toda vez que eu encontro o papel nessas condições eu pego um novo, uso, guardo o rolo recém aberto novamente no armário e nem toco no rolo-pega-otário que está no suporte.
Porque ultimamente eu tenho apanhado bastante para reaprender a viver nessa sociedade infantilizada. O complicado é que eu nunca fui uma criança/adolescente fútil imbecilizado, portanto, trabalho em dobro.