Pessoa e marido querem rever toda a disciplina de matemática já estudada.
Pessoa encontra o site Só Matemática e quase perde um dia inteiro de produtividade só pra ficar fuçando e lembrando.
Pessoa entende o encanto de matérias como literatura e história, mas se encanta mesmo é com a matemática.
Coisa mais gostosa evah!
Matemática
12 março 2013Fachada
6 março 2013Grande empresa do ramo de TI. Considerada a bambambam em fornecimento de soluções corporativas. Propaganda em vários veículos de mídia. Nome em latim pra passar tradição e importância. Sistema de seleção de funcionários que deve exigir inglês, mandarim e javanês fluentes e passar com louvor numa humilhante dinâmica de grupo. Prédio cafona nos cafundós da cidade. Cheio de funcionários coxinhas leitores da S/A.
Recalque à parte, porque os salários e benefícios são bons e se você conseguir não vomitar nos coleguinhas sai no lucro.
Pois bem, cliente contrata a supra citada empresa para oferecer serviços de rede. Funcionário da empresa responsável por esse trabalho não sabe nem como ligar um computador e não consegue resolver problemas. Cliente desesperado apela para o suporte do ERP, que não tem nem nada a ver com a questão mas em nome do bom relacionamento pára tudo na empresa para se dedicar ao problema do cliente e resolve tudo após um dia inteiro de trabalho.
E onde foi parar o funcionário poderosão da empresa poderosona? Deixou o cliente na mão e foi pra casa porque deu o horário dele.
É por isso senhores, que eu não gosto de grandes corporações, elas tratam funcionários apenas como números, que por sua vez tratam clientes como números.
Mas quem liga pro cliente? O importante é ter o nome na lista das melhores empresas pra trabalhar, ambiente cool, sofazinho, sala de recreação e café espresso.
Como os suecos mostraram que sou brasileira
4 março 2013Ontem vi o documentário Vikarien (The Substitute) que mostrava alguns dias de aula numa escola sueca e como dois professores,
com estilos de trabalho diferente poderiam fazer diferença na vida dos adolescentes imigrantes.
O comportamento dos alunos é aquele básico de todo adolescente, não importa onde seja, Suécia ou Brasil, ainda mais quando de classes mais baixas.
No meio do caos, os dois professores tentando lidar da melhor forma possível e fazer com que eles consigam as notas necessárias para completarem o curso.
O professor mais velho era mais tradicional e rígido, que com algumas frases sobre história, fez mais pra autoestima de uma aluna armênia que qualquer terapia.
O professor mais novo que embora, parecesse perdido e sem controle, fazia a linha amigo dos alunos e se importava com o que se passava com eles fora da escola.
Pode ser que tenha sido editado, pode ser que por estar sendo filmado eles tenham se controlado, mas o que me chamou a atenção foi que em momento algum eles julgaram os jovens.
Fiquei envergonhada porque fosse eu, já tinha logo jogado na cara deles que eles eram imigrantes tentando uma vida melhor mas que com aquele comportamento nunca deixariam de ser cidadãos de segunda classe como os pais deles eram.
O discurso de formatura dizia que agora eles tinham mais ferramentas que davam acesso a vários conhecimentos que seriam úteis na vida.
Olha, levei uma tamancada na cara.
Atolada até o pescoco com o provincianismo brasileiro.
Os suecos me deram uma lição de respeito com o ser humano. Independente de nacionalidade, eles queriam apenas ajudar, não julgar.
Talvez tenham apenas confirmado que eu não levo o menor jeito como professora mesmo.
Made in China by Paraguai
25 fevereiro 2013Quem não queria ter superpoderes?
Mas antes, vamos mandar às favas Tio Ben e seu discurso de que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.
Se Aquaman eu fosse, só ficaria na praia de conversinha com as cocotas.
Queria ter o poder de des/materializar em qualquer lugar.
Não precisaria deslocar no tempo, embora isso seria bem legal, mas me contentaria apenas com o espaço.
Ficar invisível também seria legal, insegura patológica que sou.
Mas fico com o poder prático de aparatar, como diriam em Hogwarts.
Podemos não ter superpoderes, mas às vezes desenvolvemos minipoderes que podem ser úteis ou não.
Gostaria de ter o poder de alegrar ambientes. Invejo pessoas com essa capacidade, onde chegam já se ouve as risadas.
No lugar de uma aura ensolarada tenho um detector de mentiras e um avaliador de caráter quase infalíveis.
Saber quando uma pessoa está mentindo me livrou de fazer parte de algumas situações desagradáveis quando mais jovem, mas no geral as mentiras que são contadas são tão ridículas que sempre me pergunto o porquê das pessoas se arriscarem fazendo isso.
Avaliar caráter me fez ter certeza que nem todo mundo é 100% bom ou mau. Estamos sempre na área cinzenta, numa situação somos modelos exemplares de retidão, em outras somos escórias da humanidade. O que nos resta é decidir se determinados pontos são ou não toleráveis.
Ultimamente um desses minipoderes (toda vez que digito coloco hífen, minha nova ortografia está em modo de homologação ainda) tem me incomodado: a detecção de pessoas fraudes.
Se sentir uma fraude é algo normal em algumas fases da vida onde não temos certeza do que fazemos ou somos.
Mas e quando somos realmente uma fraude? E como lidar com pessoas que claramente são uma fraude?
Eu não sei explicar como, mas até num comentário qualquer sobre o clima dá pra perceber a patifaria.
Às vezes dá raiva e a vontade de desmascarar o fulano é grande, mas minha regra de conduta é ficar quieta, fingir que não percebi o engodo e tentar me desvencilhar discretamente das armadilhas.
É curioso ver como essas pessoas mantêm as aparências e como se forma um séquito de adoradores em torno delas. Ela ganhou tanta autoridade no assunto que ninguém nem questiona o que ela fala.
Não sei se elas sabem que são fraudes ou se realmente acreditam e si mesmas. Acho que a segunda opção é a mais viável, só isso explica alguém ser tão poser e não se envergonhar.
Esse tipo de pessoa me apavora porque me faz pensar: e se eu for assim também?
Crianças birrentas
20 fevereiro 2013Estava lendo um texto no Bloguerias Feministas sobre a fase infantil chamada de “os terríveis dois” que vem recheada de birras e sobre o comportamento das pessoas quando isso acontece.
Não é a primeira vez que ouço mães falarem raivosas que pessoas que não querem ouvir choro de criança nem deveriam sair de casa. A questão é que o mesmo “argumento” pode ser usado em contrário também, se uma mãe não quiser que alguém se incomode com o choro de seu filho nem deveria sair de casa.
Empate na briga da 5ª série B. Viver em sociedade requer abrir mão de alguns direitos. De todos nós. Sem exceção.
Vou dar minha opinião não solicitada, de quem não tem filhos, portanto, muitas mulheres que são mães vão desqualificar, mas enfim, eu já disse que gosto do exercício de pensar.
Eu sei que há olhares julgadores, mas também há só olhares de curiosidade, porque afinal o choro de uma criança não é um acontecimento que a gente ignora. No exemplo do restaurante do texto, se uma criança começa a chorar numa mesa no salão minha primeira reação é olhar para ver se está tudo bem, se aconteceu algum acidente ou até mesmo se os pais a estão agredindo ou se é apenas birra.
Quem está lá espera que os pais deem um jeito de parar logo com o choro, porque é angustiante ver/ouvir uma criança chorando, e chuto até que deve ser biológico isso: chorou -> tem algo errado -> temos que resolver.
O que incomoda quem está de fora é que parece que os pais não estão dando a mínima para o choro, que não estão fazendo nada pela criança, e no geral os pais estão usando a tática de ignorar para a criança aprender que não consegue as coisas dessa forma.
Aí sim, vem o olhar, mas de angústia pela situação, só que muita gente não sabe expor isso e acaba deixando que o egocentrismo e a falta de gentileza transformem em reprovação. Aliás, não só nessa situação, estamos vivendo um momento onde a sociedade não sabe expor sentimentos e nem argumentar racionalmente, logo, age como uma criança birrenta também.
O olhar julgador também vem dos pais, já fiquei constrangida por ter minha atenção voltada para um mini-piti de uma criança e receber de volta um “tá olhando o quê?”. Oras, estou olhando o seu filho que está sim chamando a atenção. Simples.
Acho que esse método que o texto fala, de abraçar a criança e consola-la evitaria isso. Achei perfeito.
O que não dá é ficar competindo sobre quem está mais incomodado. Todos estão. As pessoas, os pais e principalmente as crianças.
Divulgar essa forma de acalmar uma birra seria o ideal, todos sairiam ganhando.
A nova escola
28 janeiro 2013É cada vez mais comum ouvirmos falar sobre os problemas na educação atual. Críticas quanto ao métodos utilizados. Ao excesso de informação que deixam os jovens desinteressados e impacientes. O desconhecimento sobre o uso da tecnologia no ensino. A falta de respeito entre professores e alunos acarretando num aumento da violência dentro da escola. Pais que delegam a educação moral de seus filhos para as escolas. Professores desqualificados e/ou mal remunerados. Falta de ambiente adequado e materiais. Enfim, as mazelas são inúmeras e todo mundo sabe de pelo menos uma.
Vou dar minha opinião que não vale nada, apenas pelo gosto do exercício de pensar. Senta que lá vem estória.
Penso que deveria haver uma mudança drástica no currículo escolar.
Começaria com a eliminação de matérias como química e determinados ramos da língua portuguesa e chegando no ensino de coisas realmente úteis e vividas no dia-a-dia.
Porque saber se uma frase é uma coordenada assindética aditiva só é útil para quem estudou Letras.
A mudança nos livros exigidos é coisa pra ontem. Pedir para alguém que nunca se divertiu lendo Pedro Bandeira, para ler, entender e gostar de Machado de Assis é tão absurdo que beira o surreal.
Ensinar sobre Educação Financeira. Como funciona o cartão de crédito, o cheque especial e os diverstos tipos de empréstimos. Oportunidade para usar o computador como ferramenta de ensino, qualquer planilha eletrônica, como MS-Excel, auxilia no cálculo de juros compostos não precisa dominar uma HP 12c. Ate mesmo explicar como funcionam os impostos, onde pagamos, quanto pagamos e para onde vai esse dinheiro. É claro que não dá pra explicar a fundo a questão tributária porque ela é muito complicada até mesmo para
quem se especializa nessa área, mas para terem uma noção e saberem que eles existem.
Talvez um exercício para os mais velhos sobre como funciona uma empresa, como legalizar, quais os documentos necessários. Muitos dos jovens devem ter vontade de abrir um negócio próprio ou os pais têm um pequeno comércio, aprendendo sobre empreendedorismo podem desenvolver a vontade de criar ou dar continuidade ao legado dos pais. De fazer direito e ter chances de estabilizar e crescer.
Passar pela questão trabalhista também seria bom, saber quais os direitos e deveres, diferenças entre CLT e PJ.
Ensino sobre Economia Doméstica seria essencial, sem distinções de gênero. Como cozinhar os pratos básicos e limpar uma casa. Ensina-los sobre os diversos tipos de alimentos e como prepara-los pode ser a saída para a obesidade infantil, bem como verdadeiras aulas de Educação Física, não a enrolação de dar uma bola para a
garotada e deixa-los passar o tempo.
E por que não aulas de musculação e ginástica? Esses aparelhos que a prefeitura coloca em praças não devem ser caros a ponto de ser proibitivo em escolas.
Pequenos consertos como trocar a resistência de um chuveiro, instalar uma tomada ou pintar uma parede. Mas não é ensino técnico, ninguém vai sair um profissional, é apenas o saber necessário para as pequenas necessidades domésticas.
Matematica é essencial, em especial a Álgebra. Faze-los resolverem problemas de lógica, sem necessariamente usarem numeros desenvolve o pensamento abstrato.
Não precisa ir além das operações básicas que são ferramentas suficiente para resolver quase todos os problemas do dia-a-dia como porcentagens e regra de 3, sem falar que Álgebra mostra equações sendo usadas na prática, com variáveis paupáveis e não um hipotético e misterioso “x”.
Aulas de História e Geografia são importantes demais, para saber se localizar no tempo e no espaço. Mas nada de ficar pedindo datas exatas, seria interessante fazer paralelos com fatos atuais e mostrar onde erramos, onde evoluímos e onde repetimos os erros.
Conhecer melhor o corpo humano e saber como aplicar os primeiros socorros também seria de extrema utilidade.
As Artes completariam o currículo.
A escola não deveria ser tão distante da vida.
Haveria bastante conteúdo prático, o que já seria uma solução para o tédio que os alunos sentem num banco de escola. O objetivo seria fazer os alunos pensarem, aprenderem a discutir com argumentos, saberem expor ideias claramente. Teríamos cidadãos menos infantilizados, mais independentes e prontos para o ensino superior.
Falando em ensino superior, esse também teria que ser reformado.
Acabando com a exigência de conhecimentos absurdos no vestibular e dando mais ênfase para redação e interpretação de texto.
Poderia haver uma grade de conhecimentos gerais em comum nos primeiros anos na universidade. E a partir daí, quem quisesse, por exemplo, se formar como químico teria aulas de química e quem fosse para letras aprenderia sobre análise sintática e morfológica.
Os jovens teriam mais tempo para decidir por uma especialização e uma vez feita as matérias em comum, não teriam perdido tempo se mudassem de curso.
Ficar com esse jogo de batata quente empurrando a responsabilidade pela formação de um cidadão não ajuda em nada. Todos devem estar envolvidos: alunos, pais, escola e governo.
Não é o mais forte que sobrevive, é o mais adaptado.
Desmamada
21 janeiro 2013Completo hoje duas semanas sem consumir leite e constatei que realmente respiro muito melhor sem ele.
Não foi fácil, e não é ainda, mas se eu quiser ter vias respiratórias desempedidas terá que ser assim pra sempre.
Eu sinto falta do café com leite nas manhãs e do chocolate quente à noite.
Apesar de adorar chá ele não tem o mesmo efeito psicológico sobre mim de estar “me alimentando”, o leite trazia esse conforto.
Eu andei lendo alguns textos, não sei nem citar as fontes, mas entendi que algum componente do leite causa o espessamento das mucosas, o que resulta em nariz congestionado e crises de rinite.
Por enquanto estou feliz por não incomodar mais meu marido com os barulhos à noite e aguardo ansiosa o inverno para ver se esse efeito vai perdurar.
Mas fica aqui a minha dica, se você toma leite todos os dias e também tem problemas respiratórios como asma, rinite ou sinusite, experimente ficar um tempo sem tomar leite.
Pra mim funcionou.
Escrito por Ashen Lady