Depois de amanhã finalmente estarei de férias (ou será em férias?). Nem lembro mais quando foram as últimas. Vejo vocês em breve.
18 Novembro 2009
10 Novembro 2009
Sendo conquistada pela embalagem
Eu não tenho o hábito de mascar chicletes e depois de 20 anos eu compreendi o porquê da diretora do ginásio proibir o uso: a maioria das pessoas não sabe mascar de boca fechada. É nojento.
Mas ontem eu tive que comprar um pacotinho de Trident, a nova embalagem é tão bonita que eu quis pra mim na hora.


A série se chama Global Connections e eu comprei a de Londres e a de Manhattan, a de Bali não tinha.
Comprei só pela embalagem mesmo, muito bonita.
8 Novembro 2009
E se fosse você?
E se fosse a sua filha?
Geralmente quando tentamos explicar para um homem (às vezes para algumas mulheres também) que determinada atitude foi machista temos que sacar essa frase acima. Não conseguem ter empatia por mulheres. O “E se fosse você?” não funciona.
E por que não? Oras, porque um homem nunca estaria naquela situação, e como não conseguem se colocar no lugar de uma mulher temos que apelar para uma ligação afetiva, real ou fictícia, para simular um pouco de empatia.
Quer prova maior de que ainda não somos consideras iguais? Tem tanto trabalho ainda a ser feito para mudar isso e ainda temos que ouvir que feminismo é coisa do passado, que reclamamos à toa, que já conquistamos a tão sonhada igualdade. Mas essa igualdade só chegará quando pudermos perguntar a um homem “e se fosse você?” e ele automaticamente conseguir se por no lugar de uma mulher.
5 Novembro 2009
Dando murro em ponta de faca
Então que eu estou nesse mundo internético desde a era mesozóica. Não com esse blog, que é novo, mas digamos que eu tinha uma vida socialmente agitada virtualmente. E eu conheci muita gente bacana e outras nem tanto. Vida virtual é como a real, tem gente de toda categoria, a gente tem que escolher direito, igual a catar feijão.
Vez ou outra, por um motivo qualquer acabo lembrando de alguém daquela época e mesmo tendo me afastado da pessoa vou lá no blog para ter notícias e é triste perceber que pra ela nada mudou. A mesma arrogância de sempre, a mesma imbecilidade, a mesma, o mesmo. Tudo igual.
Nisso eu também tenho minha parcela de imutabilidade, continuo pautando comportamento alheio com base no meu. Vivo achando que as pessoas evoluem naturalmente, mais cedo ou mais tarde.
E eu mudei tanto, tanto, tanto.
Novos interesses, novas idéias, novas opiniões, novo corpo, novo rosto, novos livros, novos lugares. Tudo diferente. E isso que eu sou uma pessoa que gosta de constância e rotina, e mesmo assim mudei.
Mudei para melhor. E tenho orgulho disso. Porque faz parte do meu projeto de vida envelhecer bem. Hoje eu sei mais que ontem, e amanhã quero aprender mais, e tem tanta coisa ainda pra aprender.
O povo com quarentinha nas costas e batendo a porta e se trancando no quarto igual adolescente. Vociferando, soltando perdigotos, e claro, chamando de invejoso qualquer um que se atreva a discordar deles.
Eu não entendo, porque, pra mim, é tão gostoso saber que daqui a 1, 5, 10 anos eu vou ser tão diferente do que sou hoje.
3 Novembro 2009
Summer time
Está calor. Que bom. Eu sei, eu sou paulista e aqui não tem praia, mas tem shopping e escritório com ar condicionado. Rá.
Tem um povo aí que gosta de frio, diz que é mais chique, que as pessoas se vestem melhor. Sei. Só se for em outro país, porque aqui na cidade de concreto as roupas de inverno das creiças são jeans apertado mostrando o cofrinho e a pancinha com piercing, blusa de gola alta com jaqueta de poliéster e tamanco. Porque creiça que é creiça não sente frio no pé. Mentira. Algumas sentem e inventaram aquela aberração de bota com uma plataforma de meio metro de borracha ou madeira que só perdem, ou melhor empatam, com as botálias (mezzo bota mezzo sandália). Tá, eu não sei nada de moda e o que alguém que vive de jeans, tênis e camiseta entende de ser fashion né mesmo? Eu geralmente estou com as vestimentas clássicas de professor de física e/ou matemática: calça social e tênis (all star tão sujo que até fiquei com vergonha quando fui comprar um novo).
Mas não era sobre isso que eu ia falar, era do calor, do verão, de acordar cedinho e não ficar com preguiça de levantar. Do cheiro de manga na cozinha. Da luz maravilhosa às 6 da manhã que pinta a casa de amarelo. Do humor que melhora e faz tudo parecer menos pior.
Chego em casa derretendo, mas chego feliz, nem ligo pro rosto oleoso e a testa gigante brilhando igual farol de milha.
27 Outubro 2009
Vâmu encher a pança de alfajor
Nunca pensei que uma simples viagem à Argentina fosse tão trabalhosa.
Começando por comprar passagens (em dias e horários decentes por preços módicos e valendo milhas) à encontrar um apartamento para alugar (que esteja num preço e bairro bons, isso inclui pesquisar quais ruas são menos barulhentas, se existe estação de metrô perto e saber até onde dá pra ir à pé, porque a grana está curta e pretendemos andar bastante).
Optar por alugar um apto ao invés de nos hospedarmos num hotel foi decisão pão-duresca mesmo. O aluguel é mais barato que as diárias de um hotel honesto e ainda dá pra cozinhar, ou seja, estamos quase mochilando, mais barato que isso só dormindo em albergue.
É gostoso, eu confesso. Mas caras, quanta informação tem na internet, são sites e mais sites, blogs e mais blogs de gente que foi e sempre tem algo interessante pra contar ou uma dica de ouro. E eu quero ler tudo com calma, pra ir garimpando e anotando no caderninho.
Então é pesquisar bastante e contagem regressiva para as férias (esse mês vai demorar séculos, ou não).
21 Outubro 2009
Bloquinhos 2
Agora eu também acompanho True Blood. Mas ainda não consigo me concentrar quando a Sookie fala, fico hipnotizada com as caretas e a falha nos dentes. Fora a pagação de pau pro braço musculoso da Tara.
Marido viciado em Fazendinha e Máfia do Facebook me pergunta o porquê de eu ter apresentado essas coisas para ele. Se deixar passa a noite inteira nisso. Totalmente fora de controle.
E eu uso três navegadores de web. IE para trabalho, Chrome para Facebook e Firefox para uso pessoal. Porque eu tenho toc até mesmo para não misturar assuntos internéticos.
A academia e a dieta estão caminhando juntas. Já foram quatro quilos eliminados à duras penas. Mas ainda dá um certo desânimozinho, eu ainda sinto dores no corpo e não consigo correr mais de dois minutos.
19 Outubro 2009
Contrato Social
O horário de verão me dá a oportunidade de pensar como o indivíduo que ouve música no volume máximo só porque é proprietário de um aparelho de som, ignorando o direito ao silêncio dos demais, ou seja, gostaria que o meu direito fosse mais importante que o direito de todos. Que o meu direito de acordar às 5 e meia da manhã se dê realmente durante a manhã e não à noite.
Eu sei que economiza energia e blá blá blá, e que viver em sociedade quer dizer que vou abrir mão de alguns direitos individuais em prol de um benefício maior para a sociedade e yadda yadda yadda. Mas por enquanto eu vou resmungar bastante.
9 Outubro 2009
De bloquinhos
Eu que nunca levei dieta a sério agora tenho que seguir uma super linha dura que nem sei se vou conseguir.
E caras, a médica escreveu no receituário com caneta cor-de-rosa da Hello Kitty. Como é que eu vou contestar algo escrito com uma caneta desse naipe?
Sem falar na atendente que era a cara da Susan Boyle com brincos doirados.
Esse negócio de frequentar academia te faz parar para conversar uns temas que até ontem você tinha horror. Se antes alguém chegasse e dissesse que levanta 50 kg no supino reto, eu falaria “quem bom pra você” e sairia andando, mas agora, veja bem, eu me mato para levantar só a barra, sem peso algum, então eu parabenizaria a pessoa e esperaria chegar logo a minha vez, porque só quem saiu de um sedentarismo secular e foi direto para a academia entende a dificuldade que é levantar 50 kg no supino reto.
E eu sou A Chata na academia. O instrutor já deve ter fuçado a casa inteira atrás dos livros da faculdade, limpado a poeira e lido cada um deles, porque eu pergunto mesmo. Quero saber por que tenho de fazer tal exercício de um jeito e não de outro, que músculo está trabalhando, por que isso, por que aquilo e se der resposta estranha eu vou procurar no Google pra conferir e contestar no dia seguinte. Deve estar maldizendo a hora em desejou boas vindas para a gordinha atrapalhada com cara de nerd.
Finalmente entendi porque falar/escrever em português correto soa elitista. Quem tem o hábito de ler naturalmente adquire um melhor vocabulário que quem só lê o letreiro do ônibus. Mas basta falar um português razoavel e neguinho já acha que você é doutor. Não estou falando de incluir palavras exdrúxulas (como exdrúxulas), mas basta não falar gíria e palavrão e já se sente a diferença, a outra pessoa se esforça para acompanhar e impressionar, o que eu não vejo problema algum, mas o chato é que acaba saindo pior, fica aquela coisa parecida com evangélico citando trechos decorados da bíblia.
E daí que ontem no metrô tinha uma senhorinha japa com um litro de 51 na sacola e hoje no almoço, o neto perguntou pra avó o que ela queria beber e ela respondeu que uma pinguinha cairia bem.
As vovozinhas de hoje em dia são todas pinguças. Fato.
E vem aí um feriado bem bom, com chuvinha e friozinho pra móde a gente ficar entocaiado em casa com os gatos. NOT. Já viu mulher ficar parada quando está em casa? Tem sempre alguma coisa suja pra limpar. E com o marido reclamando porque eu mandei ele limpar também sendo que ele não está vendo sujeira alguma. Ai como eu queria essas lentes que filtram a sujeira.
7 Outubro 2009
Mimimi
Alguém me explica por que raios as roupas têm que ter essas etiquetas horrorosas que coçam e irritam?
E nem é aquela com informações sobre o tecido e o tipo de lavagem, é aquela com a marca da confecção.
Fica sempre aquela linha de nylon pinicando.